Postagens

Mostrando postagens de Novembro, 2017

Bomba de insulina e sensor

Imagem
Débora Rossi
As primeiras bombas de insulina surgiram na década de 1960, quando era um aparelho do tamanho de uma mochila. Atualmente as bombas são menores que pequenos celulares e contam com dezenas de funções que auxiliam na manutenção da glicemia dentro do alvo. Trata-se de uma das terapias com mais alto índice de aceitação entre as pessoas com diabetes mellitus.

Também conhecidas como sistema de infusão contínua (SIC), a bomba de insulina é um aparelho que libera micro doses de insulina (hormônio de ação ultra-rápida) ao longo do dia, para manter os níveis de glicose no sangue dentro de padrões desejados. A insulina que está no reservatório da bomba é aplicada através de um tubo cateter, que leva o hormônio ao tecido subcutâneo, conectando ao seu usuário.
Em relação ao sensor de glicose, trata-se de um dispositivo que fica em contato com o tecido subcutâneo, medindo a concentração de glicose no líquido intersticial a cada 5 minutos. Ele transmite esses dados para a bomba  ou monitor,…

Entendendo a Nefropatia Diabética

Imagem
Gabriela Maués Silva Soares
Quando falamos em diabetes, o que mais preocupa e assusta quem tem a condição são as complicações crônicas. Entender seu funcionamento e como elas acontecem pode ser fundamental para evitá-las ou impedir sua progressão. Uma das consequências do mal controle do diabetes é a nefropatia diabética, uma complicação que afeta os rins e que geralmente não apresenta sintomas até que o quadro já seja mais grave

Os rins são como filtros do corpo cuja função é eliminar os resíduos que não têm mais utilidade. Enquanto esses resíduos passam pelos capilares (vasos sanguíneos muito finos) e vão compor a urina, outras substâncias úteis ao organismo são reabsorvidas e continuam circulando no sangue. 
Na nefropatia diabética, os rins não conseguem filtrar adequadamente as substâncias que devem ser eliminadas ou mantidas no organismo. Isso acontece porque os altos níveis de glicose danificam os micro-vasos, impedindo que respondam de forma adequada às diferentes substâncias qu…

Meus 9 anos de Diabetes entre o Diagnóstico e a Bomba de Insulina

Imagem
Larissa Rodrigues

Aos 11 anos de idade fui diagnosticada com diabetes tipo 1. Hoje, aos 20, dou inicio à uma novo tratamento: Bomba de Infusão de Insulina. Durante esses nove anos de diabetes, sendo quatro deles como Jovem Líder em diabetes pela ADJ (ADJ Diabetes Brasil), pude viver diversas experiências: conheci dezenas de pessoas com a mesma condição, de todas as idades, cidades, estados e até países diferentes, cada um com seu tipo de tratamento. Juntos e em diversos momentos compartilhamos opiniões, medos, angustias, curiosidades e novidades e é por esse motivo que decidi escrever sobre essa nova etapa em minha vida.

De maneira geral, o diabetes é caracterizado pela elevação da glicose no sangue. As causas disso especificam o tipo. No meu caso, o corpo parou de produzir insulina, sendo assim, Diabetes Tipo 1, fazendo-se necessário o uso contínuo de insulina (um dos hormônios regulador da glicose no sangue).
Diabetes não tem cura, mas tem controle (e muitas possibilidades de terapia!)